A derrota por 2 a 0 para o Goiás, na Ressacada, foi condicionada pela expulsão de Daniel Penha no fim do primeiro tempo. Até aquele momento, o jogo era extremamente equilibrado, marcado por muita intensidade, forte disputa física e poucos espaços para criação.
O Avaí competia bem, organizado defensivamente e conseguindo neutralizar boa parte das ações ofensivas do adversário, que possui um dos elencos mais fortes da Série B. A entrada de Paulo Vitor no meio-campo trouxe mais força física, combatividade e intensidade na marcação, ajudando a equipe a sustentar o equilíbrio no setor central.
No ataque, Rafael Bilú e Sorriso foram as escolhas de Cauan para dar mais velocidade e dinâmica pelos lados, embora ambos tenham encontrado dificuldades diante da forte marcação goiana. O primeiro tempo terminou com apenas cinco finalizações somadas entre os dois times, retrato fiel de uma partida travada e de muito confronto físico. Não havia superioridade clara de nenhum dos lados até o lance que mudou completamente o cenário do jogo.
Mesmo com um jogador a menos, o Avaí voltou melhor para o segundo tempo. O time baixou as linhas, fechou espaços e, por incrível que pareça, criou as melhores oportunidades no início da etapa final. A bola no travessão de Thayllon e a chegada perigosa de Wallace França em contra-ataque mostravam um Avaí competitivo e ainda vivo emocionalmente dentro da partida.
Luiz Henrique, foi substituído no Avaí, na derrota para o Goiás na RessacadaFoto: Fabiano Rateke/AFC/NDMas futebol costuma punir quem desperdiça oportunidades, principalmente diante de adversários mais qualificados. O Goiás passou a ocupar mais o campo ofensivo, cresceu territorialmente e abriu o placar numa falha de posicionamento pelo lado de Quaresma. A partir dali, o Avaí sentiu o peso do gol e também o desgaste físico de atuar com um homem a menos.
As entradas de Thayllon e Wallace França foram positivas e deram novo fôlego ao time, mas a superioridade numérica e a qualidade técnica do elenco goiano passaram a fazer diferença de maneira mais evidente. O segundo gol saiu novamente pelo lado esquerdo da defesa Avaiana, outra vez em erro de posicionamento defensivo. Anselmo Ramon apareceu livre na área para ampliar.
Depois disso, o Avaí perdeu intensidade, teve dificuldades para reagir e ainda viu o Goiás criar outras oportunidades, parando em boas intervenções de Léo Aragão. A derrota não passou pelas escolhas de Cauan. O time voltou a apresentar competitividade, entrega e uma postura mais agressiva sem a bola.
Sequencia grande de jogos sem vencer está pesando no Avaí
Zé Ricardo, mais uma vez capitão do Avaí no jogo contra o GoiásFoto: Fabiano Rateke/AFC/NDA expulsão de Daniel Penha e os erros individuais acabaram determinando o resultado diante de um adversário tecnicamente superior. Além disso, a sequência de jogos sem vencer do Avaí começa a pesar emocionalmente. A pressão aumenta a cada rodada, e isso vem atrapalhando nas tomadas de decisão. Além do fora de campo com os salários atrasados, que não influenciam no jogo, mas na preparação que antecede as partidas.
