Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, é comum que os torcedores brasileiros relembrem dos nomes que mais marcaram as trajetórias campeãs da Seleção Brasileira, como Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Rivaldo.
No entanto, a história da Seleção Brasileira também foi construída por jogadores que tiveram participação relevante em Mundiais, mas que acabaram ficando mais distante dos holofotes ao longo dos anos.
Entre líderes de vestiário, capitães, recordistas e autores de gols decisivos, alguns atletas foram fundamentais em campanhas históricas da equipe canarinha. Mesmo assim, muitos deles raramente aparecem entre as lembranças mais frequentes do torcedor quando o assunto é campeões da Copa do Mundo.
É o caso desses cinco jogadores que tiveram carreiras vitoriosas no futebol, mas não possuem o mesmo reconhecimento de outros craques que foram ao torneio mundial pela seleção canarinha.
Os 5 craques que jogaram a Copa pelo Brasil e quase ninguém se lembra
Leônidas da Silva: o pioneiro que colocou o Brasil no mapa
Muito antes dos títulos mundiais da Seleção Brasileira, o atacante Leônidas da Silva já havia transformado o Brasil em uma equipe respeitada no futebol internacional.
Leônidas da SilvaFoto: Reprodução/Museu do FutebolConhecido como “Diamante Negro”, ele foi o principal destaque da campanha brasileira na Copa do Mundo de 1938, realizada na França.
Artilheiro isolado do torneio com sete gols e eleito o melhor jogador daquela edição, Leônidas ajudou o Brasil a conquistar o terceiro lugar e a chamar a atenção mundial para o talento do futebol nacional.
O atacante também ficou conhecido por popularizar mundialmente a bicicleta, além de protagonizar o lendário “gol descalço” na partida contra a Polônia, quando marcou um gol após perder uma das chuteiras durante o confronto.
Branco: o dono de um dos gols mais famosos das Copas
Quando se fala na conquista do tetracampeonato em 1994, muitos lembram imediatamente de Romário, Bebeto e Dunga, mas um lateral, ídolo do Fluminense, também deixou sua marca na campanha.
Branco foi o lateral campeão pela Seleção em 1994Foto: Reprodução/CBFO ex-defensor-esquerdo, Cláudio Ibrahim Vaz Lea, o Branco, foi o autor da cobrança de falta que garantiu a vitória por 3 a 2 sobre a Holanda nas quartas de final do torneio disputado nos Estados Unidos.
Além daquele momento histórico, ele construiu uma trajetória singular com a camisa da Seleção. Somando categorias Sub-17, Sub-20 e profissional, participou de dez Copas do Mundo organizadas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Association), acumulando quatro títulos mundiais e dezenas de conquistas ao longo da carreira.
Ricardo Rocha: o líder que ajudou a unir o grupo do tetra
Embora tenha permanecido apenas 69 minutos em campo durante a Copa de 1994 por causa de uma lesão, um dos zagueiros do tetra, Ricardo Rocha teve importância considerada decisiva nos bastidores da campanha.
Veja imagem de Ricardo Rocha, o zagueiro do tetraFoto: Reprodução/CBFCotado para ser capitão e titular absoluto da equipe, o jogador sofreu uma contusão logo na estreia diante da Rússia. A possibilidade de corte chegou a ser discutida, mas companheiros como Romário e Dunga defenderam sua permanência no elenco.
Como já mencionado em entrevistas pelos campeões do tetra, como Romário e Bebeto, a liderança exercida por Rocha dentro do grupo ajudou a manter a concentração da equipe durante toda a competição.
Sua postura motivacional e experiência fizeram dele uma das referências do elenco comandado por Carlos Alberto Parreira.
Raí: o capitão que liderou o início do tetra
Ídolo do futebol brasileiro, Raí teve papel importante na preparação e nos primeiros momentos da campanha do tetracampeonato.
Raí na Copa de 1994Foto: Reprodução/Museu do FutebolCapitão da Seleção em parte da Copa de 1994, ele vestia a camisa 10 e era uma das lideranças do elenco que encerrou um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Logo na estreia contra a Rússia, marcou de pênalti na vitória por 2 a 0.
Mesmo perdendo espaço entre os titulares ao longo da competição, sua postura diante da decisão da comissão técnica contribuiu para preservar o ambiente interno do grupo, fator frequentemente apontado como importante na caminhada rumo ao título.
Rogério Ceni: o campeão que brilhou fora dos holofotes
Considerado um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, Rogério Ceni também fez parte de campanhas da Seleção em Copas do Mundo.
Rogério Ceni na Copa de 2002Foto: Reprodução/ND MaisConvocado por Luiz Felipe Scolari para o Mundial de 2002, atuou como terceiro goleiro do elenco campeão. Embora não tenha entrado em campo, exerceu papel de apoio nos treinamentos e na preparação da equipe.
Quatro anos depois, voltou a integrar a Seleção na Copa da Alemanha e participou da vitória por 4 a 1 sobre o Japão na fase de grupos.
Seu legado internacional, entretanto, acabou sendo construído principalmente no São Paulo, clube pelo qual conquistou a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2005 e foi eleito o melhor jogador da competição.
