Encontrado morto após oito meses desaparecido em Florianópolis, Charles Gorri era um oceanógrafo natural dos Estados Unidos de 57 anos conhecido pela atuação em projetos de educação ambiental e pelo envolvimento com atividades ligadas à natureza no Sul da Ilha.
A localização foi confirmada pelo deputado estadual e também ambientalista Marquito e confirmada por coletivos parceiros que acompanhavam as buscas. O corpo foi encontrado em uma área de difícil acesso no costão entre a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul, no Sul da Ilha.
Charles estava desaparecido desde 7 de outubro de 2025, quando foi visto pela última vez em uma região próxima à Armação.
Quem foi Charles Gorri?
Nascido em Detroit, nos Estados Unidos, Charles morava há anos em Florianópolis e era conhecido pela atuação em atividades ligadas ao meio ambiente.
Ele veio para o Brasil ainda na infância, onde foi radicado, e era fluente em português.
Além disso, era graduado em Oceanologia pela FURG (Universidade Federal do Rio Grande) e doutor em Oceanografia Biológica e Biologia Marinha pela mesma instituição.
Charles Gorri veio para o Brasil ainda na infânciaFoto: Redes sociais/ReproduçãoCharles chegou a trabalhar como técnico no Projeto Maare (Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno) e também foi monitor ambiental voluntário no Programa Mais Educação.
Além do trabalho como oceanógrafo, também era reconhecido como educador, trilheiro e por conduzir saídas de campo voltadas ao conhecimento da natureza com grupo de crianças a adultos.
Gorri foi lembrado por amigos como uma pessoa humilde, sábia e generosa. “A confirmação do falecimento de Charles abala a todas as pessoas que conviveram com ele. Nossos profundos sentimentos de solidariedade à sua companheira, familiares, amigos, pessoas que o admiravam”, escreveu o ambientalista e deputado estadual Marquito (PSOL).
Oceanógrafo trabalhava com trilhas e ecoturismoFoto: Reprodução/Redes sociaisOutros amigos também lamentaram a morte de Gorri. “De uma humildade, de uma sabedoria. Um olhar terno. Ficamos tristes porque a esperança estava viva aqui de que você fosse aparecer em algum momento”, escreveu uma amiga.
“Meu professor de xadrez, oceanógrafo e amigo, fazia o melhor pastel de tomate com queijo! E surfava muito, energia surreal de boa!”, escreveu outro amigo de Charles nas redes.
Com a identificação do corpo, as circunstâncias da morte ainda dependem de confirmação oficial.
