Um ex-piloto da Air Canada foi acusado pelas autoridades canadenses de utilizar documentos falsificados para atuar como comandante de aeronaves comerciais por quase 17 anos.
Segundo a polícia da região de Peel, em Ontário, no Canadá, Geoffrey Wall, de 59 anos, teria realizado mais de 900 voos domésticos e internacionais entre 2009 e 2025 sem possuir todas as qualificações exigidas para o cargo.
Investigações apontam que ex-piloto portava documentos falsos
De acordo com a investigação, Wall teria apresentado documentos de licenciamento fraudulentos para comprovar habilitações que não possuía.
Durante o período, ele recebeu mais de US$ 2,9 milhões (R$ 15 milhões na cotação do real ao dólar) em salários e chegou a comandar aeronaves de grande porte, como os modelos Boeing 777, 767 e 787, transportando milhares de passageiros.
Ex-comandante da Air Canada teria realizado mais de 900 voos com qualificações supostamente fraudulentasFoto: Divulgação/Air CanadaEmbora tivesse autorização para determinadas operações aéreas, as autoridades afirmam que o ex-piloto não estava habilitado para atuar em voos comerciais e internacionais com passageiros. Wall se aposentou em 2025 após uma carreira de 27 anos na Air Canada, sendo 16 deles como comandante.
Polícia afirma que ex-piloto tentou ocultar provas
Geoffrey Wall deverá responder às acusações em audiência marcada para 29 de junhoFoto: ReproduçãoAlém das supostas fraudes envolvendo a licença, a polícia acusa o canadense de tentar ocultar os documentos falsificados ao registrar um boletim de ocorrência falso.
Ele responde por crimes como fraude, uso de documentos falsos, declarações enganosas, fornecimento de informações falsas às autoridades e obstrução de investigação.
Geoffrey Wall deverá comparecer ao tribunal no próximo dia 29 de junho.
