Uma mulher morreu após passar mal durante a aplicação de ferro intravenoso em uma clínica médica de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (1º). Médicos e a equipe do SAMU realizaram manobras de ressuscitação por cerca de 40 minutos e administraram nove ampolas de adrenalina, mas a paciente não resistiu e morreu no local.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi identificada como Luiza Prieb Zellmer. Ela havia ido à clínica, no bairro Pioneiros, por volta das 15h para uma consulta de retorno com um médico hematologista. Após o atendimento, recebeu a prescrição de uma medicação à base de ferro, conhecida como Monofer, em razão dos baixos níveis de ferro no organismo.
Segundo relato da técnica de enfermagem responsável pela aplicação, Luiza informou que já havia recebido a mesma medicação anteriormente e negou histórico de alergias. Durante a administração, quando cerca de 3 ml do medicamento haviam sido aplicados, ela apresentou vermelhidão no rosto e começou a passar mal, chegando a convulsionar.
Médicos e a equipe do SAMU realizaram manobras de ressuscitação por cerca de 40 minutosFoto: Reprodução/Secretaria de Estado da Saúde/ND MaisMulher morre durante aplicação de ferro intravenoso em clínica de Balneário Camboriú
O médico que acompanhava a paciente relatou à Polícia Militar que foi chamado novamente à sala de medicação e encontrou Luiza ansiosa e com rubor facial. Inicialmente, ela recebeu oxigênio e hidratação venosa, apresentou uma breve melhora e chegou a se sentar na maca. Alguns minutos depois, porém, voltou a se sentir mal, perdeu a consciência e evoluiu para parada cardiorrespiratória.
Ainda conforme a PM, um cardiologista da clínica solicitou o carrinho de emergência e o acionamento do SAMU. A equipe assumiu as manobras de ressuscitação, que seguiram por aproximadamente 40 minutos. Durante o procedimento, foram utilizadas nove ampolas de adrenalina e 250 ml de bicarbonato, mas a paciente permaneceu sem pulso. O óbito foi declarado às 17h13.
O médico informou ainda que ela já havia utilizado o mesmo medicamento em outras ocasiões. A paciente possuía histórico de hipertensão, obesidade, embolia pulmonar e havia suspendido o uso de anticoagulantes cerca de dois meses antes devido a um episódio de sangramento.
A Polícia Civil orientou a família a registrar um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica para emissão da guia pericial.
