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Navalhadas do Barão e a visita do governador a reserva indigena

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A visita do governador Jorginho Mello, na quarta-feira (08), a Barragem de José Boiteux (no Alto Vale), terminou em uma grande confusão. Durante entrevista do governador a uma emissora de TV, uma senhora que se apresentou como cacique começou a reclamar da visita e da situação da comunidade, que é de responsabilidade da Funai.

Jorginho acabou perdendo a cabeça e ofendeu a senhora, o que deu início a uma grande discussão, com troca de ofensas. É um momento que serve de reflexão para todos nós. Primeiro, porque nenhum tipo de ofensa a quem quer que seja, autoridade ou não, é aceitável. Segundo, e mais grave, a reação do governador, que diante de qualquer situação, por mais ofensiva que seja, deve manter o equilíbrio, pois afinal, Jorginho Mello é o governador do Estado de Santa Catarina.

Nesta quarta-feira, 8 de julho, o governador Jorginho Mello acompanhou de perto a reforma da Barragem de José Boiteux, uma obra aguardada há mais de 20 anos e considerada estratégica para a segurança de milhares de moradores do Vale do Itajaí.

Durante a visita, um grupo de indígenas se aproximou do local em protesto, com cartazes e reivindicações diversas, incluindo pautas de responsabilidade federal e temas que não estão diretamente ligados ao Governo do Estado.

A atual gestão destaca que foi a primeira, depois de três décadas, a assumir efetivamente a manutenção da barragem e a avançar no cumprimento de um acordo firmado há cerca de 20 anos entre Governo Federal, Governo Estadual e comunidades indígenas. Pelo acordo judicial, estavam previstas 20 casas. No entanto, a gestão estadual decidiu ampliar essas melhorias previstas.

Fazem parte das obras acordadas a construção de 91 casas, duas igrejas e duas casas pastorais: R$ 14,6 milhões; implantação e macadamização da estrada que liga a Aldeia Bugio ao município de José Boiteux, com extensão de 7,5 quilômetros e construção de uma ponte: R$ 7 milhões; construção da escola da comunidade indígena: R$ 6,5 milhões; construção de museu, campo de futebol e sanitários: R$ 5,5 milhões; projeto da escola e do museu: R$ 217 mil. Ao todo, o Estado está aplicando cerca de R$ 34 milhões em melhorias estruturais na Terra Indígena Ibirama-La Klãnõ, onde está localizada a Barragem Norte, de José Boiteux, cumprindo uma determinação judicial da década de 90 que deveria ter sido executada pelo Governo Federal, por meio da Funai, mas foi negligenciada desde então.

Mesmo diante das manifestações, o Governo afirma que vai manter o cronograma da reforma da barragem e das casas, por entender que as obras são essenciais para proteger vidas e reduzir os riscos de enchentes no Vale do Itajaí.”

 

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