Pela primeira vez desde 2014, o estado de São Paulo perdeu o topo do ranking de menor letalidade do país. Dados do Anuário de Segurança Pública divulgados nesta quinta-feira (23) apontam que Santa Catarina registrou a menor taxa de mortes violentas do Brasil em 2025, com 7,6 casos a cada grupo de 100 mil habitantes.
A conquista reflete uma queda ainda mais acentuada do indicador em relação ao ano anterior, quando a taxa era de 8,6 em solo catarinense. Já São Paulo, que ocupava a liderança nacional do índice de segurança há mais de uma década, também registrou recuo — caindo de 8,2 para 7,8 mortes por 100 mil habitantes —, mas acabou ficando na segunda colocação.
Historicamente, São Paulo foi a primeira Unidade da Federação a atingir uma taxa de assassinatos abaixo de 10 por 100 mil, em 2018 (com 9,6). Santa Catarina alcançou o mesmo patamar em 2021, quando marcou 9,7.
Tabela com as taxas de Mortes Violentas Intencionais por estado Foto: Anuário Brasileiro de Segurança Pública/DivulgaçãoInvestimentos na segurança pública
Os dados financeiros mostram que SC manteve um investimento constante, empenhando R$ 4,08 bilhões na função Segurança Pública em 2025. Esse valor representa 7,2% do total de despesas do estado, uma participação que se mantém próxima à média dos anos anteriores.
Amapá segue no topo da violência nacional
Na outra ponta do levantamento, o Amapá permanece como o estado com a maior taxa de mortes violentas do país pelo segundo ano consecutivo. Mesmo apresentando uma redução de 6% no indicador em relação a 2024 (passando de 45,2 para 42,5 mortes por 100 mil habitantes), o estado continua no topo do ranking de letalidade.
O grupo dos estados mais violentos manteve a mesma composição do ano anterior, embora tenha registrado queda geral nos números:
- Amapá: 42,5 por 100 mil (queda de 6%)
- Bahia: 36,8 por 100 mil (queda de 10% em relação aos 40,7 de 2024)
- Ceará: 34,7 por 100 mil (queda de 7,5% em relação aos 37,5 de 2024)
No panorama geral do país, o relatório aponta que 19 estados e o Distrito Federal conseguiram reduzir suas taxas em 2025, enquanto sete Unidades da Federação apresentaram alta nos índices.
