Uma família de Blumenau, no Vale do Itajaí busca por respostas e justiça após o cão de estimação, Ragnar, um Staffordshire Bull Terrier de três anos, ser morto a pauladas, na tarde de 16 de julho, no bairro Velha Central.
O crime é investigado pela Delegacia de Proteção Animal como suspeita de maus-tratos.
No dia do ocorrido, a tutora Jennifer Oliveira Rodrigues estava trabalhando e pediu ao irmão, Jorge de Oliveira, que verificasse se o animal estava bem. Ao chegar no local, Jorge não encontrou o cão dentro de casa. Após questionar vizinhos, ele recebeu a notícia de que haviam matado o animal.
“Fui olhar e estava lá, jogado no terreno, no mato, com a focinheira”, relatou o tutor em entrevista ao repórter Gabriel Langaro, da NDTV RECORD.
Cachorro foi morto a pauladas por dois homens
Uma câmera de segurança dentro da residência mostrou o animal, com focinheira, sentado no sofá dentro da casa com a porta fechada.
“Ele escutou algo e ficou em alerta. Levantou, esperando. Depois escutou outra coisa e se apoiou na janela, batendo nela. Foi quando a porta abriu e ele saiu”, conta a tutora do animal de estimação, Jennifer Oliveira Rodrigues.
Câmeras de segurança registraram últimos momentos de cão morto a pauladas em Blumenau Vídeo: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND Mais
Logo após, Ragnar foi morto pelos dois homens. Segundo Jennifer, os homens relataram legítima defesa e que o pitbull de focinheira teria mordido um deles.
Câmera mostra a ação dos dois homens em 16 e julhoVídeo: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND Mais
A família contesta a versão por conta das imagens de câmera de segurança que mostram o animal com a focinheira, e reforça que Ragnar é adestrado desde os seis meses de idade.
“Era um cão de guarda, sim, mas conosco ele era um xodó da família, fazia parte da família”, afirma Jennifer.
Investigação policial
Um boletim de ocorrência foi registrado e as imagens das câmeras já foram entregues à Polícia Civil. O inquérito policial já foi instaurado e diligências foram cumpridas pela Delegacia de Proteção Animal.
A Polícia Científica apurou o caso e informou que as lesões encontradas em um dos envolvidos são compatíveis com mordida. Segundo o órgão, o ataque poderia ter ocorrido mesmo com a focinheira.
Agora, que a família tenta entender agora é como alguém teria entrado na propriedade particular e aberto a porta da sala para o cachorro sair.
O corpo de Ragnar foi encaminhado para exames periciais para confirmar a causa da morte. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso.
Luto e pedido de justiça
Para Jennifer, a ausência de Ragnar transformou a rotina da casa em um peso insuportável. “A gente imagina que ele vai vir brincando, a gente abre a porta e não tem nada”, desabafa a tutora.
A família, que inclui uma criança pequena, afirma estar tentando apenas “sobreviver” ao trauma enquanto aguarda a conclusão do inquérito.
“A gente quer só justiça. A gente sabe que o Ragnar não vai voltar, mas queremos que as pessoas que fizeram isso paguem pelo que fizeram”, finaliza Jennifer.
