O empresário Luciano Hang, conhecido na internet como o Véio da Havan, voltou a chamar a atenção dos entusiastas automotivos ao aparecer nas redes sociais a bordo de um Fiat 147 bege, ano 1978. Mais do que um mero item de acervo, o veículo compacto virou companheiro de rotina: o Véio da Havan utiliza o modelo no seu dia a dia de trabalho na cidade de Brusque, em Santa Catarina.
Ele utiliza o carro também como cenário para gravar um popular quadro de entrevistas na carona, por onde já passaram personalidades como Emerson Fittipaldi, Edu Guedes e Celso Portiolli.
A relação de carinho com o compacto italiano carrega uma forte carga nostálgica. O Véio da Havan ganhou o exemplar em 2021 de presente de um amigo, mas a sua história com o modelo começou quase quatro décadas antes.
Em 1982, o empresário comprou um carro exatamente igual, financiando o veículo com o salário que recebia ao trabalhar em uma fábrica de tecidos local.
De popular histórico a clássico de luxo: o que há na garagem do Véio da Havan
Embora o Fiat 147 seja a estrela constante dos vídeos e deslocamentos diários, a garagem mantida pelo Véio da Havan guarda opções bem mais potentes e raras da indústria automotiva mundial:
- Fiat 147 (1978): o xodó do empresário, equipado com motor de época e mantido em alto estado de originalidade
- Chrysler 300C V8: um sedã grande de presença marcante e alta cilindrada, focado em conforto para viagens longas
- Mercedes-Benz 170 W15 (1931): a aquisição histórica do Véio da Havan. O veículo pré-guerra pertenceu originalmente ao empresário e político Carlos Renaux, justamente o fundador da indústria têxtil em que Hang trabalhou quando jovem
Quanto valem os carros do Véio da Havan?
A diversidade do acervo atrai o olhar de especialistas do setor de colecionáveis, que apontam um forte valor de mercado tanto para o ícone popular quanto para o clássico importado.
De acordo com Manoel Rezende, comerciante especializado em veículos antigos, um Fiat 147 bem preservado, como o do Véio da Havan, é cotado atualmente em cerca de R$ 60 mil, com exemplares raros atingindo a marca de até R$ 100 mil.
Já a relíquia alemã da década de 1930 atinge cifras bem mais expressivas: estimativas do mercado de restauração e antiguidades indicam que o Mercedes-Benz do empresário esteja avaliado em pelo menos R$ 500 mil, podendo ultrapassar esse valor a depender do estado dos componentes mecânicos e acabamentos originais.
