O valor de R$ 13 mil foi recuperado por um cliente de banco de Florianópolis apenas seis dias após ser vítima de um golpe bancário. A fraude foi aplicada por um grupo criminoso que se passou pelo gerente da instituição financeira e induziu o correntista a realizar operações e transferências via Pix.
Segundo o Procon, a abordagem teve início quando a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp. Os criminosos utilizaram fotografias e dados de identificação do funcionário da agência para conferir credibilidade ao contato.
Os golpistas alegaram que haviam sido detectadas movimentações suspeitas na conta do cliente. Convencido pela encenação, o correntista seguiu as orientações e dirigiu-se até uma agência física para realizar procedimentos que supostamente cancelariam as fraudes.
Durante a operação induzida, os criminosos subtraíram a quantia de R$ 13 mil.
Procon intervém após fraude e garante estorno integral contra golpes bancários
Ao constatar que havia caído em um golpe, o correntista acionou imediatamente os canais da instituição financeira para contestar os débitos e formalizou uma reclamação junto ao Procon. A mediação rápida viabilizou a restituição integral do montante em menos de uma semana.
Criminosos especializados em golpes bancários se passam por gerente de banco e ligam para as vítimasFoto: Freepik/ND MaisA diretora do órgão de defesa, delegada Michele Alves, explica que falhas de segurança e problemas em serviços bancários são de responsabilidade dos bancos, que respondem sob as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor.
A diretoria ainda destaca que, como qualquer outra empresa, instituições financeiras prestam serviços que são submetidos à legislação de proteção ao consumidor.
Saiba como agir e evitar prejuízos diante de golpes bancários
Procon indica ações que devem ser tomadas após ser vítima de golpes bancáriosFoto: Divulgação/Prefeitura de Indaial/ND MaisAo identificar transações fraudulentas ou perceber que foi vítima de golpe, o consumidor deve adotar os seguintes passos:
- Comunicação imediata: contatar a instituição financeira pelos canais oficiais de atendimento para contestar as transferências;
- Reunião de provas: reunir protocolos, comprovantes de transação Pix, capturas de tela das mensagens e registros de chamadas;
- Registro policial: lavrar um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil;
- Órgãos de defesa: caso o banco imponha dificuldades no ressarcimento, formalizar denúncia no Procon para abertura de processo administrativo.
