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[Notícias] Comissão da Alesc ouve protetores no Extremo Oeste e mira censo animal em SC

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Em uma noite marcada por relatos emocionados de protetoras e cobranças concretas por políticas públicas, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) ouviu, em São Miguel do Oeste, a comunidade do Extremo Oeste catarinense sobre proteção e bem-estar animal. A audiência aconteceu na sexta-feira, 8 de maio, na Câmara de Vereadores do município, e integra um ciclo de sete encontros previstos para todo o Estado em 2026.

Conduzida pela Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal e proposta pelo deputado Marcius Machado (PL), a reunião reuniu autoridades, ONGs e ativistas. O foco central foi mapear demandas reais do setor e formatar propostas que possam virar projetos de lei. Combate aos maus-tratos, adoção responsável, castração em larga escala e fortalecimento de políticas públicas estiveram entre os principais temas.

Foto: Agência AL/Alesc

Diagnóstico do setor passa por dados confiáveis

Para o parlamentar, um dos maiores entraves para avançar é a ausência de números confiáveis. Por isso, a realização de um censo da população animal em Santa Catarina aparece como prioridade da comissão. Sem saber quantos cães e gatos vivem no Estado, em quais regiões há concentração de animais comunitários e qual o perfil da demanda, fica difícil planejar serviços de castração, vacinação e atendimento.

Marcius Machado adiantou que tudo o que for levantado nas sete audiências será sistematizado e levado ao 4º Fórum Catarinense de Proteção e Bem-Estar Animal, marcado para julho. A vereadora Silvia, com mais de uma década de atuação na causa em São Miguel do Oeste, defendeu que a conscientização da população precisa caminhar lado a lado com a edição de leis.

Realidade das ONGs: pouca estrutura e demanda crescente

Da plateia, vieram relatos que escancararam a realidade de quem trabalha na ponta. A ONG Amigo Bicho, representada por Rodrigo Ferreira, atua há quase 20 anos na região e cobra mais recursos para responder a uma demanda que não para de crescer. Já Diana Daisy Brooklyn, presidente da ONG Amigos da Daisy, descreveu a rotina de atendimento emergencial em comunidades carentes, onde as protetoras chegam quando o problema já está instalado, sem ter retaguarda suficiente.

Outro recorte importante veio do projeto Patinhas Especiais, conduzido por Eliane Giehl, dedicado a animais com necessidades especiais e sequelas. Em muitos casos, esses bichos permanecem sob cuidados vitalícios, já que dificilmente são adotados. As próximas audiências do ciclo seguirão por outras regiões catarinenses, ampliando o diagnóstico antes do fórum estadual de julho.

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

 

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